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	<title>Makin&#039; Castles</title>
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	<description>Let it be, let your hand type softly... Just keep typing.</description>
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		<title>Jesse and Jake *-*&#8217;</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 15:09:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gray</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Observador]]></category>
		<category><![CDATA[Originais]]></category>

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		<description><![CDATA[O ambiente era claro. Os móveis eram claros, a cadeira onde Jake repousava-se era de tons claros, a cama era de um bege quase branco, os lençóis eram azuis, porém desbotados. O garoto olhou ao redor; as paredes, o piso, as cortinas&#8230; tudo era de um branco que inspirava paz, que dava segurança. Não para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=makincastles.wordpress.com&amp;blog=7886102&amp;post=46&amp;subd=makincastles&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="margin-bottom:0;font-style:normal;font-weight:normal;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">O ambiente era claro. Os móveis eram claros, a cadeira onde Jake repousava-se era de tons claros, a cama era de um bege quase branco, os lençóis eram azuis, porém desbotados.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">O garoto olhou ao redor; as paredes, o piso, as cortinas&#8230; tudo era de um branco que inspirava paz, que dava segurança.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Não para ele, não para Jake.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Os olhos castanhos fizeram um trajeto até o rosto adormecido do enfermo. Jake observou tristemente que vários tubos se conectavam ao garoto por meio das veias, da boca e pelo nariz também, e que havia hematomas arroxeados em vários pontos do braço delgado.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake segurou gentilmente a mão direita de Jesse, o garoto no leito hospitalar. O lento e sincronizado ruído da máquina que registrava os batimentos cardíacos de Jesse, misturado com a respiração ruidosa dele e o gotejar contínuo das gotas de soro tocando a pequena e entubada poça que no recipiente se formava, conseguia deixar Jake mais inquieto, desejando que Jesse voltasse a acordar logo.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Fazia uma semana desde que eles haviam discutidos e tudo aquilo o enraivecia de um jeito angustiante. Queria conversar com Jesse novamente, e dessa vez, mais calculadamente.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Ele se lembrava de ter ficado inimaginavelmente aliviado, chegava a parecer estúpido e ridículo. O jeito como ele acordara apenas com o sussurrar da voz de Jesse, rouca pelo desuso.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake nunca ficara tão aliviado e emocionado. Um sorriso genuíno se formara tão rapidamente em seu rosto que ele não tivera nem tempo de dizer qualquer coisa. Um momento depois, Jake agradeceu internamente, pois nem ele mesmo saberia o que dizer, e sabia muito menos se conseguiria formar as palavras.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">O garoto encarou o rosto pálido de Jesse a sua frente, e quando ergueu a mão para tocá-lo de leve, quase inocentemente, que ele percebeu o quanto daquilo tudo estava preso dentro de si e quão pesada todas aquelas emoções eram.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">O olhar sem emoção que Jesse retribuía não o deixava mais triste, nem o deixava sem algo que ele não poderia nomear. Não havia espaço em sua mente para pensar mais coerentemente e nem racionalmente, porque Jesse estava vivo, ainda pertencia ao mesmo mundo que ele e ele estava tão estupidamente feliz, tão malditamente aliviado que ele não conseguiria registrar o quão irritante aquele olhar era para ele, em outras horas que não aquela, e nem pôde reparar nas lágrimas que corriam quentes por suas bochechas sem piedade, manchando seu sorriso como as cores em uma aquarela.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Eu ainda estou vivo&#8230;” &#8211; não foi uma pergunta o que deslizou pelos lábios secos e sem cor de Jesse, pairando entre os dois como uma faca afiada de dois cumes.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake mordeu o lábio inferior, impedindo-se de dizer que não, que ele não estava mais vivo há muito tempo, que ele já era apenas uma casca&#8230; não. Ele já não era nem uma alma morta num corpo vivo. Sua aparência não era de uma pessoa viva, seu corpo também já estava apodrecido. Pálido, magro e seus olhos já não brilhavam, seus lábios já tinham uma cor pálida naturalmente, tornando-se avermelhados apenas quando eram mordidos nervosamente. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Ele não pensava como alguém vivo, não agia como um, nem falava e nem sentia. E agora ele também não parecia mais como um, mas Jake respirou fundo pacientemente e resumiu-se a um fraco “sim, Jesse” enquanto sentia seu sorriso ir morrendo como um pôr-do-sol, ou o nascer dele. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake se xingou internamente, irritado pela atitude passiva que às vezes tinha com Jesse apenas para que as coisas continuasse bem entre eles. Seus xingamentos internos ficaram mais fervorosos quando percebeu que ainda continuava a chorar pateticamente; lágrimas silenciosas que deixavam um rastro de vergonha para trás, Jake percebeu enquanto lutava, tentando segurar o choro e não soluçar.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Pensou em se acalmar e o quanto aquilo era necessário quando perto de Jesse e subtamente sentiu uma onda de raiva por ter uma amizade tão ridícula e sem sentidos quanto aquela, e ainda mais por se agarrar a ela mais e mais forte a cada dia. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Respirando fundo, Jake secou as lágrimas, crendo que já estava sob controle e ergueu o olhar, recebendo de volta um totalmente frio e sem emoções.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Aquilo o irritava e o irritava ainda mais pelo fato de tentar, mas não conseguir agir de tal maneira, ser impássivel tal como Jesse.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake cerrou os punhos, sentindo as curtas unhas machucarem a carne macia de ambas as mãos ao pensar em quão patético era para um garoto. Ele era muito mais sentimental que o normal, muito mais emotivo, não conseguia ocultar seus sentimentos. Quando sentia vergonha, corava, quando estava feliz, sorria, quando estava triste, se fechava para o mundo e, quando muito (o que não era pouco) chorava, quando estava em cólera, gritava, esmurrava e, por fim, chorava de ódio&#8230;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Ele era tão estupidamente transparente e previsível que se sentiu corar, mas de raiva e um pouco de constrangimento também, já que não lidava bem, e nem gostaria de tentar, com pessoas assim.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Seu desconforto se intensificou mais quando percebeu que não importava o que fizesse, muito menos o que tentasse, nem em mil anos Jesse sentiria por ele a metade do que ele sentia pelo amigo. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Queria dizer a ele, diante daquele olhar, que aquilo o matava tão rápido quanto poderia, que tentava ser forte frante àquele jeito como ele brincava com a vida e se trancava mais e mais em seu próprio mundo onde apenas ele habitava. Queria dizer a ele para parar de ser egoísta e começar a pensar que não era por que <em>ele</em> se odiava que os outros também o odiavam.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Queria fazê-lo se mancar que havia o pior das pessoas em todas elas, o mal diferenciado em cada um, mas que mesmo assim tinha inúmeras qualidades e bons motivos para continuar a ter espanças nelas! Jake queria socá-lo até fazê-lo perder o sentido e assim, ele acordar com mais juízo. Mas nada disso aconteceria, nada disso seria real.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Eu não queria fazer isso, me desculpe.” &#8211; a voz de Jesse ainda estava rouca e Jake o fitou surpreso. Não esperava nunca que Jesse tivesse consciência de o que ele faz é puro egoísmo e errado consigo próprio. E nem em mil anos imaginaria que ele se sentisse arrependido do que quer que ele fizesse.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Eu sei que você está sofrendo, Jake.” &#8211; </span></span><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><em>Jake&#8230; </em></span></span><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">gostava tanto quando o chamavam assim&#8230; Jesse era o único. &#8211; “Por favor, vá embora então.” &#8211; Jesse pediu; seu olhar ainda impassível.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">&#8230; o&#8230; o qu-?” &#8211; Jake olhou-o descrente, franzindo as sobrancelhas quase em uma careta de asco e desdém. &#8211; “Como&#8230; Como você pode ser tão filho da puta assim? Você&#8230; você” &#8211; Jake tentou pôr os pensamentos em ordem. &#8211; “Você&#8230; você não sabe o &#8230;” &#8211; com força, o rapaz mordeu os lábios. </span></span><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><em>Você não sabe o que eu passei, seu bastardo! Você tem noção do que é esperar por dias&#8230; ver a pessoa que ama definhar sem certezas de se ela sairá viva ou morta?!</em></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake&#8230;” &#8211; talvez fosse o jeito impassível com o qual ele o fitava, ou talvez a fala calma e rouca, ou somente seus nervos aflorados.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">NÃO ME CHAME ASSIM!” &#8211; Jake gritou com toda a força que conseguia, inseguro se algum enfermeiro o levaria dali à força, enquanto punha-se de pé. &#8211; “VOCÊ TEM NOÇÃO&#8230;” &#8211; ele parou, respirando fundo, percebendo pela primeira vez o quão difícil aquilo era. Seu peito subia e descia com ferocidade, seu rosto afogueado. &#8211; “você&#8230; é um bastardo miserável, Mayson! Você acha que está pensando nos outros, mas no fim você pensa somente em você! “O quanto eu sofro, o quanto eu sofro, o que eu sinto, o que eu tenho que fazer para que os outros não me amem, o que tenho que passar, as minhas escolhas, O MAL QUE TODOS ME FAZEM!” &#8211; Jake voltou a gritar na última sentença, fazendo gestos exagerados. &#8211; “Você não acha que todos sofrem? Que todos são traídos, que todos já se iludiram quanto a uma pessoa?!” &#8211; olhou incoerente para Jesse, esforçando-se para tentar entender o que Jesse sentia, o que aquele filho da puta realmente sentia. &#8211; “Eu estive malditos sete dias nessa porra de quarto esperando você acordar!” &#8211; Jake tentava se acalmar, lembrando do que todos falavam quando ia encontrar com Jesse ou apenas em situações normais. &#8211; “Eu estive aqui por todo esse tempo, eu&#8230; eu estive recebendo ligações de conhecidos seus e&#8230; e dizendo que tudo estava bem, que era para eles não se preocuparem enquanto </span></span><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><em>eu</em></span></span><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"> estava me preocupando!” &#8211; as palavras saíam cospidas da boca de Jake com ferocidade, tentando acertar o que quer que fosse que o ajudasse a aliviar a raiva acumulada. &#8211; “Eu estive rezando e pedindo para que rezassem por você e por D&#8230; eu nem acredito em </span></span><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><em>Deus</em></span></span><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">!” &#8211; ele exclamou arfante, tirando a franja dos olhos exasperadamente. &#8211; “Eu estive aqui o tempo todo&#8230;” &#8211; o suspiro raso, a frase solta foi mais para si que para Jesse. &#8211; “Por você e por mim e&#8230; porque eu estupidamente amo você, eu não consigo deixar de me importar, mesmo sabendo que você é um bastardo cretino que não merece, eu&#8230; eu simplesmente não consigo e isso me consome, me mata e tudo isso por saber que você não é assim, mas tenta ser e&#8230; e eu só quero o seu antigo “eu”, eu só quero que você&#8230; que você volte a ser o que era antes e&#8230; e que você possa aceitar o que eu sinto por vo&#8230;”</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Vá embora” &#8211; a voz de Jesse retumbou pela sala; fria e calculista, porém insistente. Aparentemente o rapaz ignorou o resfolgar engasgado que Jake fez, levando a mão à boca; seus olhos o encarando com descrença e tristeza lancinante. &#8211; “por isso é melhor que você vá embora” &#8211; Jesse o observou em silêncio, aguentando o olhar derrotado que Jake o lançava. &#8211; “Por isso eu quero que você vá embora&#8230; para sempre,” &#8211; Jesse mordeu o lábio inferior de um jeito quase imperceptível &#8211; “Jack” &#8211; acrescentou.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">As sobrancelhas de Jake se arquearam por um momento absolutamente curto, no qual elas logo após tornaram-se franzidas. A dor era evidente no rosto de Jake, aquelas palavras haviam-no atingido como um tapa na cara.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Ele desviou o olhar, não querendo que Jesse o visse daquele jeito, derrotado por simples palavras ditas friamente.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jesse ainda se lembrava com amargura sobre seu orgulho despedaçado em frágeis pedaços, tão frágeis que achava que não os consertaria, ou que nunca mais voltaria lá. Mas era inegável o que sentia por Jesse ainda assim, o amor quase fraternal que tinha, mais benévolo do que gostaria que fosse.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Apertou com mais força a mão do amigo, esperando que ele acordasse. Queria falar com ele, prometera a si próprio que não deixaria seu emocional agir na frente, seria mais racional e frio, tentaria manter as estribeiras, seria calmo e quase impassível. Mostraria a Jesse que ele deveria mudar e que não importava o que houvesse, o que já vinha provando, sempre estaria com ele.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Era o que Jake tentava dizer a si mesmo, como um mantra, mas não tinha muita fé que conseguisse agir assim, ainda que o tamanho da sua força de vontade fosse contra sua fé.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake debruçou-se sobre a mão que estava segurando, repousando a testa sobre ela com cuidado, sem deixar todo o peso nela.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Você voltou” &#8211; Jesse murmurou com sua voz rouca; Jake levantou a cabeça tão rapitamente que sentiu uma tonteira por isso. Jake desviou o olhar sem dizer uma palavra.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Me desculpe por ontem,” &#8211; Jesse pediu em tom baixo; sua voz não havia resquício sequer de culpa ou arrependimento. &#8211; “Jack” &#8211; acrescentou.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake respirou fundo ruidosamente por duas vezes consecutivas e tentou manter-se na linha. Um fraco sol aparecia por trás de uma nuvem grossa e cinzenta, ele notou, olhando pela janela.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Não precisa me chamar de Jack.” &#8211; ele murmurou, deixando passar o fato de que a briga não fora ontem, mas há uma semana.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Mas eu quero.” &#8211; Jake virou-se para ele meio que surpreso. Ele usara mais emoção naquela frase do que havia usado naquelas duas semanas. &#8211; “E ainda prefiro que você vá embora e me deixe sozinho.”</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Você não precisa se desculpar se não tem razão aparente. Quero dizer, você nem sente muito.” &#8211; as palavras frias e cruas escaparam pela boca de Jake sem muito arrependimentos.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Eu sinto.” &#8211; respondeu solene, e então acrescentou: &#8211; “São palavras sinceras, reais.” &#8211; havia um quê de convicção no tom que Jesse usava.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Não parecem”</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">São”</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake respirou fundo novamente, observando o outro lado do quarto. Não sabia muito bem o que dizer, mas esperava tentar não gritar daquela vez. Moveu suas mãos para longe das de Jesse, quando se deu conta que ainda as segurava firmemente entre os dedos.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Não espere que eu diga isso uma outra vez.” &#8211; Jesse alertou, semicerrando os olhos grises, e Jake o encarou curioso. &#8211; “Eu” &#8211; a voz rouca se perdeu por entre a garganta de Jesse e ele não conseguiu terminar a frase. Seu rosto, diferente de antes, expressava claramente que ele estava em um dilema. Ele parecia lutar para contar algo e Jake sabia o quão incômodo era isso. Ele não queria repetir, não mais, não queria dizer novamente que o amava, não queria pedir por compreensão, ou que tentasse amá-lo, que tentasse, ao menos, dar uma chance a esse sentimento. Não queria pedir para se entregar a algo que todos perseguiam, buscavam. Não diria novamente, mas &#8211; “am&#8230;” &#8211; Jesse se calou novamente, mordendo um canto do lábio inferior, seus olhos repousados sobre as mãos que retorciam o lençol branco. &#8211; “Jack, eu”</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Times New Roman,serif;"><span style="font-size:small;"><span style="font-style:normal;"><span style="font-weight:normal;">É </span></span></span></span><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake” &#8211; murmurou baixinho, tão baixo que Jesse não teria ouvido.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><a name="DDE_LINK1"></a>“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">amo você.” &#8211; ele disse; seus olhos sempre baixos. &#8211; “É bastante forte o que eu sinto, e eu gostaria de pelo menos não sentir, apenas&#8230;” &#8211; a confissão veio baixinha, como se tivesse receio de aparecer. &#8211; “apenas para você desistir logo, mas por mais que eu tente, eu não consigo e eu odeio isso. Eu me odeio por odiar o mundo, as pessoas, tudo. Eu me odeio apenas pelo simples fato de odiar, porque eu sei que esse ódio passa longe do saudável ou normal. Eu me odeio por ser tão fraco e fazer você sofrer.” &#8211; ele levou a mão à testa, tirando a franja longa de lá, num ato exasperado. &#8211; “Eu não sei amar do que jeito que você quer, não sei nem se eu posso&#8230; tenho certeza que não. Às vezes penso nisso&#8230; eu&#8230; com alguém que me fizesse amar, que me desse segurança&#8230; que estivesse sempre comigo e tudo isso&#8230;” &#8211; Jesse abaixou a mão, sorrindo com amargura, quase não acreditando que dizia aquelas palavras que escorregavam por sua boca de um jeito doloroso. &#8211; “E sempre quando penso nisso eu só consigo pensar em você.” &#8211; ele disse firmemente e se não fosse por um tom róseo nas suas bochechas, caminhando para o pescoço, Jake diria que ouvira errado, ou coisa assim. As palavras ditas impassivelmente o faziam desacreditar que estava ouvindo quase uma confição de amor. &#8211; “eu apenas imagino você e eu e estamos sempre juntos e quase sempre nos abraçando, e você diz coisas doces e então eu me viro e você me beija&#8230; mas” &#8211; ele pausou, e Jake agradeceu por estar momentaneamente confuso e tonto. Era muita informação e se sentia zonzo com tudo o que passara, com toda a raiva de sentir algo por alguém que se negava a sentir algo em retorno e&#8230; e no fim das contas ele sentia a mesma coisa e&#8230; e Jake agora queria socar Jesse por ser tão idiota e egoísta mais do que nunca! &#8211; “mas eu não consigo deixar de pensar em quando isso acabar ou no que vai acontecer quando&#8230; quando estivermos juntos. Você sabe o quão volátil eu sou, e eu não quero, jamais, deixar de gostar de você do jeito que eu gosto, eu não quero que você vá pra pequena lista dos que eu me deixei apaixonar, ingenuamente pensei em tentar e&#8230; e no fim não foi nada, nenhum sentimento especial.” &#8211; Jesse firmou o olhar em Jake que o encarava com um misto de curiosidade e raiva indistinta. &#8211; “Eu não quero acordar e perceber que tudo o que eu sinto por você acabou, não, eu não quero. Eu não quero&#8230; eu não quero” &#8211; as palavras escorregavam mornas e cansadas de sua boca, impossíveis de chegar até Jake. &#8211; “que&#8230; que o único sentimento bom que existe em mim” &#8211; </span></span><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"><em>Anda, Jesse, anda, continua&#8230; o que é&#8230;?</em></span></span><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;"> &#8211; “acabe.” &#8211; o murmúrio escapou por entre os lábios finos, pálidos e secos do rapaz.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><a name="DDE_LINK"></a><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake o olhava estarrecedor, não acreditando que Jesse – Jesse! – fosse tão inseguro assim, não acreditava que ele desistiria apenas por ter tentado e errado.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Você sabe que quando não é a pessoa certa&#8230; é inevitável a falta do “sentimento especial?” &#8211; Jake se levantou, chegando mais perto de Jesse; sua mão voltando a segurar a dele.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jesse virou a rosto para o lado oposto ao de Jake. Sua mão buscou pela bochecha pálida, fazendo-o voltar a encará-lo.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Você não devia ter me dito isso.” &#8211; Jake murmurou ressentido. Não conseguia acreditar que estivera o tempo todo pensando que Jesse não sentia absolutamente nada por ele e agora&#8230; e agora&#8230;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Não se aproxime mais de mim.” &#8211; Jesse tentou fazer com que suas palavras soassem mais ásperas e frias.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Eu amo tanto você, Jess, e&#8230; droga, às vezes você consegue ser tão idiota e&#8230;”</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Eu estava te protegendo!” &#8211; Jesse revidou entre injustiçado e irritado.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake riu ironicamente. &#8211; “Da felicidade?” &#8211; a pergunta pareceu esbofetear Jesse. &#8211; “De quais mais sentimentos bons você estava me protegendo?” &#8211; sarcasmo escorria venenosamente por seus lábios.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Você considera desilução um sentimento bom?” &#8211; um sorriso enviesado ondulou os lábios de Jesse.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Depende” &#8211; Jake murmurou, se aproximando mais do outro garoto.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Não!” &#8211; as mãos pálidas e delgadas de Jesse empurraram o peito magro do garoto. &#8211; “Se afaste.” &#8211; o pedido não chegou a atingir Jake, que não se afastou. &#8211; “Jack, não!” &#8211; Jesse exclamou, tentando pará-lo.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake respirou fundo, parecendo persuadido. &#8211; “É Jake.” &#8211; resmundou levemente, beijando de leve a testa de Jesse de uma maneira prolongada. O rapaz abaixo dele se aquiesceu e Jake desceu os lábios para a têmpora dele, beijando-a de leve e então beijou a maçã do rosto dele e o sentiu apertar-se mais contra a cama, tentando se afastar de Jake.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“Jake, NÃO!” &#8211; ele exclamou entre aborrecido; sua voz falhando na rouquidez, seus braços tentando empurrar Jake para longe dele, mas falhando miseravelmente pela dor que sentia ao fazer um mínimo movimento abrupto. &#8211; “Longe&#8230; me escuta!” &#8211; exclamou quase suplicante, sentindo os lábios úmidos de encontro a sua bochecha agora rosada. &#8211; “Por favor, seu desgraçado!” &#8211; a súplica irritadiça deslizou por seus lábios que foram umedecidos em antecipação.</p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Os lábios de Jake desceram mais e se perderam no canto da boca de Jesse, que choramingou baixinho, tentando virar o rosto para o outro lado novamente, mas sendo impedido pela mão de Jake. Pacientemente, Jake prosseguiu, seus lábios completamente sobre os de Jesse, sentindo a maciez dele, sentindo o que sempre quisera sentir, se deleitando no quão doce aquele momento parecia ser.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jesse ainda estava retesado abaixo de si, o que o deixou um pouco menos esperançoso. Com um resfolegar lento, Jake sugou o lábio inferior de Jesse gentilmente e então o mordeu de leve, tentando passar confiança ao outro, tentando fazê-lo gostar, queria aquilo, precisava daquilo.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake inclinou um pouco a cabeça e induziu de um jeito lento e gentil a língua para dentro do calor úmido que era a boca de Jesse. Oh, como estivera esperando por aquilo, por sentir como era beijá-lo, como era o seu gosto, como era a textura de sua língua rosada, como era estar tão próximo que conseguiria sentir a respiração quente lambendo seu rosto, como era perscrutar o interior úmido de sua boca, e como era sentir a maciez sobre seus lábios. Era tão incrivelmente doce e querido que Jake pensou que poderia morrer agora.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jesse ainda mantinha seus olhos abertos, arregalados, não podia acreditar que ele estava fazendo aquilo, depois de tudo o que ele disse, depois de expor tudo o que sentia, ele estava fazendo aquilo, era quase inadimissível!</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">O rapaz ergueu a mão novamente numa última tentativa de afastar Jake, mas no momento em que estava pronto para empurrá-lo para longe e para fora de sua vida, ele sugou seu lábio inferior e nesse momento, Jesse teve que se segurar para não ofegar em surpresa, enquanto seus olhos se arregalavam mais. Ninguém nunca fizera aquilo nele e mesmo parecendo estranho para uma cabeça como a dele, não parecia tão, tão estranho assim, agora. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jesse fechou os olhos em derrota e não sentiu quando seu braço tombou inutilmente ao lado do corpo, nem se sentiu envergonhado por estar fazendo aquilo com um amigo logo depois de ter praticamente se declarado, apenas estava concentrado na boca macia de Jake e quando ela se pressionou mais de leve contra a sua, e a língua dele adentrou sua boca, massageando os cantos dela, movendo-se de leve sobre a sua língua e Jesse só conseguia pensar que aquilo parecia tão íntimo e tão certo e que queria continuar sentindo aquilo.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jesse não percebeu quando seu corpo se tornou menos tenso e seus ombros se relaxaram, também não percebeu quando sua mão se ergueu e segurou a lateral do pescoço de Jake, sentindo uma veia pulsar de encontro à palma de sua mão, percebendo que o coração dele estava acelerado e Jesse percebeu com igual assombro que a sua respiração estava mais rasa e descontrolada que o normal.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake quase pôde sentir seu coração se apertar um pouquinho ao sentir a mão fria de encontro a sua jugular. Ele estava cedendo, ele estava gostando e isso o deixava tão emocionado, tão feliz que quase não conseguia se induzir a respirar.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake se separou lentamente, apartando o beijo e sorriu, um sorriso genuíno quando viu Jesse se aproximar dele, não querendo se distanciar da sensação que acabara de conhecer. Jake desceu os lábios pela mandíbula do outro, mordiscando de leve e deixando um caminho úmido de saliva para trás, chegando até o ouvido de Jesse, murmurando um “eu quero você, Jessy” antes de morder de um jeito gentil o lóbulo da orelha dele.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jesse deslizou a mão repousada sobre a jugular dele até a bochecha macia, e o fez com que o encarasse, ambos os rostos estavam bem próximos, a respiração exaltada dos dois acariciavam a face um do outro. Jake piscou; Jesse estava sério, seu olhar era firme e continha mais sentimentos do que jamais puderam ser visto.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake o encarou firmemente também, suportanto o olhar perscrutador do outro. E então Jesse cerrou os olhos, inclinando a cabeça para o lado, completamente entregue e ergueu ambos os braços, planejando passá-los ao redor do pescoço de Jake, sentindo uma pontada aguda e dolorosa ao perceber que os tubos que o enviavam soro fisiológico não o deixa erguer tanto o braço assim. Com um gemido de dor, ele olhou para a veia na junta do braço com o ante-braço. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“Cuidado!” &#8211; Jake pediu, se inclinando sobre ele e examinando o membro pálido e magro, tocando-o de leve. &#8211; “Pode solt”</p>
<p style="margin-bottom:0;">“Foda-se” &#8211; as palavras saíram quase ríspidas da boca de Jesse e flutuaram entre eles, escorrendo para o chão logo após.</p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jesse se inclinou para frente novamente e beijou Jake nos lábios. Não foi como da primeira vez, que Jake foi paciente e de uma maneira calma, foi mais rápido, mais urgente e necessitado.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">O garoto buscou pela boca dele avidamente, adentrando-a com a língua assim que sentiu os lábios macios sobre os seus. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake ergueu os braços e deslizou-os pela superfície morna dos braços de Jesse, chegando até o pescoço dele, onde as descansou por um tempo, antes de encaminhá-las até as costas dele, atravessando a camisola azul, sentindo a seda que era a pele dele de encontro a sua.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Se Jake conseguisse se concentrar apenas por um minuto, conseguiria sentir a textura aveludada, sentindo a pelugem rasa de encontro aos seus dedos que delizavam quase fantasmagoricamente pela extensão das costelas de Jesse, agora.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jesse” &#8211; o chamado veio sussurrante, o beijo sendo partido, apenas para a boca macia e morna de Jake se enveredar por entre a curva do pescoço do outro. &#8211; “Jesse” &#8211; repetiu; seus braços puxando mais de Jesse para si, queria sentir mais o corpo do outro garoto, queria sentí-lo como a muito gostaria. &#8211; “Me&#8230; me deixer ser como nos seus pensamentos. Me deixe ser aquele que te protege.” &#8211; precisava tanto de Jesse, queria-o tanto próximo a si, queria o calor morno que ele emitia, queria continuar beijando-o até que o fôlego acabasse. &#8211; “Me deixe ser aquele que você deseja”</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake ergueu as mãos até as bochechas de Jesse e o encarou fixamente, o último sustentou o olhar, mas o abaixou quando tentou afastar a franja de Jake de sobre os olhos dele, sendo impedido, com uma exclamação pequena de dor, pelo tubo que não o permitia.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake abaixou a mão, levando-a até o braço do Mayson, mas sendo impedida, no meio do caminho, pela dele que segurou a sua mão, gentilmente. Jake abriu a boca para falar algo, mas se calou quando Jesse se inclinou para a sua mão, beijando a palma dela de um jeito tão amável que Jake só pôde sorrir em resposta.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Eu só quero que você seja como é.” &#8211; sussurrou com a boca levemente encostada à palma de Jake, que sorriu ainda mais em resposta.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Eu” &#8211; era quase patético Jake tentar raciocinar e pensar no quão feliz ele estava, e por mais que quisesse dizer tudo o que sentia, ele tinha certeza que não conseguiria e tinha mais certeza ainda que Jesse não se sentiria bem, nem em um milhão de anos. Por enquanto não ainda, pensou de um jeito mais reconfortante. &#8211; “eu&#8230;” &#8211; hesitou, tornando a abraçá-lo, repousando a cabeça dele em seu ombro. &#8211; “espero que você fique bem logo” &#8211; murmurou tão baixo quanto lhe era permitido.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Jake percebeu Jesse tomar fôlego e abrir a boca, mas tornar a fechá-la, se comprimindo mais em seu ombro, como se ele pudesse afastá-lo de algum mal. Jake tornou a sorrir docemente, enquanto apertava mais Jesse de encontro a si, gentilmente, jurando que não o deixaria ir, nunca mais.</span></span></p>
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		<title>Protegido: Jesse and Jake</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 01:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gray</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<title>Crônica de um Para Sempre</title>
		<link>http://makincastles.wordpress.com/2009/07/01/cronica-de-um-para-sempre/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 23:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gray</dc:creator>
				<category><![CDATA[Originais]]></category>
		<category><![CDATA[Star]]></category>
		<category><![CDATA[Yuri]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse texto é super dedicado a uma pessoa que, para mim, é mais que especial. Ela me ouve, ela me entende e ela me deixa em paz comigo mesma. Havia duas garotas. Duas garotas morenas, mesmo que a primeira tivesse madeixas castanhas claras. Ambas as meninas, que aparentavam ter mais ou menos quinze e dezessete [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=makincastles.wordpress.com&amp;blog=7886102&amp;post=28&amp;subd=makincastles&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><!-- 		@page { size: 21.59cm 27.94cm; margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="center"><span style="color:#23b8dc;"><span style="font-size:small;">Esse texto é super dedicado a uma pessoa que, para mim, é mais que especial. Ela me ouve, ela me entende e ela me deixa em paz comigo mesma.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;">
<p style="margin-bottom:0;">
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Havia duas garotas.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Duas garotas morenas, mesmo que a primeira tivesse madeixas castanhas claras. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Ambas as meninas, que aparentavam ter mais ou menos quinze e dezessete anos, estavam sentadas em uma mureta avermelhada onde era possível ver os contornos dos tijolos, envoltos em argamassa branco sujo.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">À frente delas encontrava-se um imenso céu azul escuro, cobertos por nuvens espersas que formavam trilhas e algodões-doce que acompanhavam com carinho as estrelas que cintilavam com alegria.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Frente a elas também havia areia, muita areia; ela era branca como a neve, mas havia um quê de bege nela, mesmo que fosse bem, bem pouco. E também havia um mar agitado, revoltado, como se até ele estivesse irritado com elas, incluído no grupo que era suposto sentir asco delas.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Suas ondas vinham com força e batiam nas pedras com brutalidade.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Era uma imagem bonita apesar dos pesares.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Um céu estrelado coberto por nuvens que, mesmo em grande quantidade, deixavam à vista o escuro azul que pintava a imensidão que encontrava-se sobre a cabeça das garotas. O mar agitado que grunhia ao ricochetear nas pedras, deixando sons soltos pelo ar que viajavam até elas, a imensidão branca que se escorria por sob os pés macios das meninas, ondulando com o vento, tornando-se úmido com as ondas. O muro avermelhado com seus tijolos desenhados perfeitamente, um pixe sobre &#8220;amor está acima de tudo, não importa como ele seja&#8221; enfeitava a mureta, dando mais vida ao avermelhado natural dele.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Por fim, do lado esquerdo, sentava uma garota de cabelo castanho claro liso, muito liso, ele reluzia um pouco a luz da lua que, no momento, estava encoberta por uma das várias nuvens ao redor dela. Sua blusa era listrada, branca e azul, de um pano leve que acomodava seus seios fartos presos por um sutiã preto. Ela usava um short cinza, com finas, quase imperceptíveis, linhas pretas na vertical. Ela era baixa, com seus um e sessenta de altura.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Sua mão que, vulgarmente, poderia ser chamada de &#8220;fofinha&#8221;, estava entrelaçada com uma outra mão, a da outra garota. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Suas mechas eram castanhas e um pouco menor que a da primeira menina, ela era bastante magra e pálida, diferente de May que não era tão branca assim.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Essa usava um casaco vermelho largo e com capuz que caía por sobre suas costas, sob seus cabelos castanhos e lisos. Uma calça jeans preta e justa a vestia perfeitamente bem. Tão bem quanto a blusa listrava caía de um jeito agradável em May. Ela parecia ser um pouco maior que a mais nova, uma diferença quase inexistente.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Hey&#8221;, &#8211; Beatriz murmurou, apertando de leve o enlaço na mão de May, fazendo com que esta arqueasse um pouco a cabeça, dando sinal que estava escutando. &#8211; &#8220;Isto vai durar?&#8221;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">May virou-se o suficiente para Beatriz e murmurou: &#8211; &#8220;Vai durar o suficiente, Bea&#8221; &#8211; respondeu enquanto se aproximava de leve e depositava um beijo vagaroso nos lábios finos da mais alta. Era apenas um encostar de lábios.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Não existe o &#8220;para sempre&#8221;, né?&#8221; &#8211; Bea murmurou.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">May deu um sorriso de lado, encarando a garota enquanto sua outra mão vagueava para perto das madeixas castanhas, alisando-as com uma delicadeza incontida. &#8211; &#8220;Não, não existe&#8221; &#8211; May soltou uma risadinha. &#8211; &#8220;É uma questão de filosofia&#8221; &#8211; respondeu; seu sorriso se alargando enquanto soltava a mecha.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Diga&#8221; &#8211; Bea pediu suspirando enquanto seu olhar se voltava para o negrume da paisagem. Sabia que ela gostava de filosofar. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Qualquer coisa está destinada a ser esquecida ou não. As que ainda não se esvaíram da sua memória, só estão esperando o momento certo para dizer adeus&#8221;, &#8211; May começou; seu sorriso morrendo aos poucos enquanto sua expressão tornava-se séria. &#8211; &#8220;Portanto, nada fica na memória para sempre. Nós nos lembramos do tempo, da alegria vivida, de tudo, mas é apenas uma imagem embaçada. <em>Flashes</em>&#8220;, &#8211; continuou, voltando-se para a frente. &#8211; &#8220;O ser humano é complexo. Não prevemos o que acontece com eles, nem nunca preveremos. Não tem como prevermos o que vai acontecer amanhã. Então&#8230;&#8221;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;&#8230; Não tem como sabermos, na real, se iremos acreditar, amar, odiar algo até o último dia de nossa vida&#8221;, &#8211; Bea a interrompeu sorrindo; ela sempre usava essa frase. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">May concordou respirando fundo e soltando um suspiro baixo enquanto erguia a mão e prendia em um coque meio solto; sua franja caindo por sobre os olhos.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Beatriz também suspirou enquanto punha as mãos ao lado do corpo, segurando firmemente a mureta, olhando fixamente para o horizonte.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Como faremos?&#8221; &#8211; Bea hesitou, buscando o olhar da menor com apreensão. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Eu não posso falar&#8221;, &#8211; May disse. &#8211; &#8220;Me desculpe&#8221;, &#8211; pediu. &#8211; &#8220;Se você está esperando que eu conte&#8230;&#8221;, &#8211; ela titubeou, negando com a cabeça. &#8211; &#8220;Eles não entenderiam, nunca entenderiam. Eu simplesmente seria&#8230;&#8221;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;May&#8221;, &#8211; Bea chamou baixinho, puxando a mão dela e a envolvendo com a sua. &#8211; &#8220;Tudo bem&#8230; Não contaremos a eles. Não precisamos deles, não precisamos disto.&#8221; &#8211; assegurou enquanto dava à May um sorriso calmo, acalentador.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;E quanto a você?&#8221;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Tudo vai ficar bem, não se preocupe&#8221; &#8211; novamente Beatriz sorriu, voltando a dar as mãos à May. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Ambas as garotas ficaram em silêncio, se encarando. A nuvem que outrora encobria a lua, perpassou o céu, deixando à vista uma imensa lua Cheia, que lançou sua iluminação prateada sob ambos os corpos femininos.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">May olhou para o relógio, apertando um botão que acendia o painel. &#8211; &#8220;O sol já vai nascer&#8221; &#8211; murmurou mais para si que para Bea.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Devemos ir?&#8221; &#8211; a mais alta perguntou, olhando diretamente para a orbe imensamente prateada que que as fitava.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Huh-mn&#8221; – negou, balançando a cabeça de um lado para o outro de um modo lento. &#8211; &#8220;Podemos ficar para ver o nascer do sol.&#8221; </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;May?&#8221; &#8211; Bea chamou, mordendo o lábio inferior nervosamente.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Hm?&#8221;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Posso&#8230;&#8221; &#8211; ela parou.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Diga, Bea&#8221; &#8211; May a encorajou, apertando de leve a mão macia e pálida.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">&#8220;Posso te beijar?&#8221;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">May abriu a boca e tornou a fechar, surpresa. Sorriu; não era suposto fazer essa pergunta entre namorados. E era isso o que elas eram apartir de agora. <em>Namoradas.</em> &#8211; &#8220;Essas coisas não se pedem, Bea&#8221; &#8211; murmurou, dando uma piscadinha enquanto se aproximava dela devagar, levando a mão até a bochecha alva e a aconchegando ali. Sentindo a tez fria por causa da brisa que vinha do mar e a maciez característica dela.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Por fim os lábios delas se tocaram, no princípio foi apenas um encostar, mas tão logo começou, Bea deu passagem para a língua de May que massageava seu lábio inferior, apenas aguardando a hora certa para investir. </span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">No momento que Bea partiu os lábios, May perscrutou os cantos da boca cálida de Beatriz, sentindo o gosto, a essência daquele lugar tão característico para May, deixando o momento responder por si só enquanto ambas as meninas apenas tentavam viver, sentir o beijo, tentando esquecer o mundo exterior. Era aquilo o que importava, afinal de contas.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Nesse momento, o sol finalmente nasceu, clareando o horizonte, a luz atingindo o mar lá ao longe com uma graciosidade invejada, colorindo as águas com habilidade indiscutível. O azul meia-noite ia tornando-se um azul esverdeado muito, muito vívido e bonito.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Ambas as meninas voltaram-se para a paisagem, encerrando o contato, ambicionando ver o nascer do sol. Era lindo, muito bonito. A imensa esfera ia aparecendo devagarzinho, iluminando tudo onde sua luz tocava.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Num momento de admiração, May pediu para que aqueles poucos minutos ficassem guardados em sua memória, acompanhando-a para onde quer que fosse.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Enquanto Bea só tinha certeza de que, por mais que ele virasse um simples <em>flash</em>, aquele momento estaria lá. Não intacto, mas ainda lá.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">É.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Havia duas garotas.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Uma acreditava que o &#8220;para sempre&#8221; não existia. O amor delas seria tudo. <em>Por um tempo.</em></span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">A outra acreditava que o amor delas estava acima de tudo. Não importava o &#8220;para sempre&#8221;; ele era falso.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#888888;"><span style="font-size:small;">Porque, bem, tudo tinha um “fim”. E esse fim vinha antes do verdadeiro final.</span></span></p>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p align="center"><span style="color:#000000;"> </span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#cc99ff;"><span style="font-size:small;">Às vezes uma pessoa que nos passa despercebido nos fala algo, ou faz algo conosco que nos faz pensar de variadas formas. Já odiei muitas pessoas por atitudes impensadas ou não, e já amei muitas outras por elas também. Já terminei amizades por frases que ia de encontro à minha ideologia e já reafirmei amizades por outras que iam ao encontro delas.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#cc99ff;"><span style="font-size:small;">O que quero dizer é: às vezes descobrimos quem realmente amamos em momentos que são únicos. Star, você é a pessoa pela qual eu morreria, apenas para vê-la sorrindo ao saber que ainda estava viva. Você é a pessoa que me faz pensar que nada que eu faça, iria recompensar as horas perdidas de desabafo. Você é a pessoa que tem problemas como eu, que sabe o que eu passo exatamente por você passar o mesmo. Você é especial não só por ser como você é e ser fiel aos amigos, mas também por, sei lá&#8230; tem algo em você que faz com que você seja especial. Já te disseram que EVERYBODY loves cancerianos? Bem, acho que é por isso. *-*&#8217;</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;"><span style="color:#cc99ff;"><span style="font-size:small;">Whatever, essa porcariazinha que você tanto gostou (mas ainda tenho minhas dúvidas quanto a certos pensamentos filosoficamente inventados na hora q) é totally dedicada a você, porque amar a ponto de dar a vida pela outra pessoa é o que faz a nossa amizade mais forte do que realmente é.</span></span></p>
<p style="margin-bottom:0;" align="center">
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		<title>Narusasu</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 21:22:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gray</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfiction]]></category>
		<category><![CDATA[Narusasu]]></category>
		<category><![CDATA[Naruto]]></category>
		<category><![CDATA[YAOI]]></category>

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		<description><![CDATA[Não tem nome e vai ficar assim até, sei lá Ù_U q A penumbra lá fora em nada contrastava com a daqui de dentro. A noite estava escura, sem lua para iluminar o que quer que fosse. Raros postes faziam um halo de luz ao redor de si mesmo, dando a impressão das ruas serem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=makincastles.wordpress.com&amp;blog=7886102&amp;post=18&amp;subd=makincastles&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="color:#00ccff;">Não tem nome e vai ficar assim até, sei lá Ù_U q</span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">A penumbra lá fora em nada contrastava com a daqui de dentro. A noite estava escura, sem lua para iluminar o que quer que fosse. Raros postes faziam um halo de luz ao redor de si mesmo, dando a impressão das ruas serem mais escuras do que de fato eram.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">De onde eu estava, eu conseguia ver apenas uma estrela pela janela do quarto. Era uma noite idiota. Sem lua, sem estrelas, sem nuvens, sem tudo.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Exceto a escuridão.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Puxei minhas pernas para cima, abraçando-as enquanto deitava minha cabeça em ambos os joelhos. Uma brisa fresquinha fazia minha franja se remexer levemente, fazendo alguns fios dourados pinicarem meus olhos incomodamente.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Irritado, esfreguei-os abruptamente, sentindo a coceira aumentar a níveis insuportáveis até que um sacolejar atrás de mim chamou minha atenção. Olhei para trás e o vi se levantar de um jeito grogue, apoiando o corpo com a mão direita espalmada no colchão.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Ele grunhiu. – “O que você ‘tá fazendo acordado?” – perguntou, reprimindo um bocejo enquanto olhava em volta, tentando se acostumar à escuridão.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Tive um sonho” &#8211; respondi, mesmo sabendo que aquela não era exatamente a resposta que ele queria.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sasuke se jogou de costas, suspirando pesadamente. Voltei meu olhar para a janela; algumas casas lá fora tinham as janelas abertas, as cortinas esvoaçantes enquanto outras eram totalmente lacradas, estas eram as que ficavam mais perto dos postes. Um latido de cachorro ao longe chamou minha atenção, me fazendo olhar mais atentamente para as ruas, mas não tinha ninguém.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">O que era?” &#8211; Sasuke perguntou de repente, me atraindo a atenção outra vez.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Olhei, por cima do corpo dele, para o relógio que se encontrava no criado mudo ao lado direito da cama, lado este que Sasuke ocupava ao dormir, e vi que não fazia nem vinte minutos desde a hora em que tínhamos ido dormir.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Era sobre você” &#8211; respondi, voltando a me deitar, de frente para ele. &#8211; “Sasuke,” &#8211; eu o chamei sussurrante enquanto uma brisa mais fria que o normal fez com que eu me arrepiasse enquanto ele se virava de lado também, ficando de frente para mim. &#8211; “eu não vou deixar você ir.” &#8211; falei, me aproximando dele, acomodando-me no peito de Sasuke; minha mão agarrando a lateral do seu corpo aquecido, na altura das costelas.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Não pretendo ir” &#8211; ele respondeu sem emoção; sua mão vagueando até minhas costas, subindo para a nuca em um meio abraço. Seus dedos se enrolando em meus fios de cabelo, me dando uma sensação de segurança que eu não me lembrava de ter tido sem que fosse com ele.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Eu sei” &#8211; eu murmurei baixinho, intercalando minha respiração com beijos no tórax dele. </span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sasuke apertou o enlaço a minha volta e eu pude me sentir mais aquecido, me agarrando ao calor dele como se fosse uma necessidade.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Resvalando minha mão lentamente pela cintura de Sasuke, eu puxei o seu braço direito, meus dedos deslizando lentamente pela tez pálida até chegar à sua mão, levando-a até meu tórax, em um pedido mudo. Ainda a guiando, eu desci mais o meu braço, levando a mão dele junto com a minha.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sasuke entendeu, puxando de leve o elástico da parte de baixo do meu pijama antes de dedos delgados começarem a vaguear até o osso do meu quadril e o esfregar de uma maneira sutil, carinhosa.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sasuke&#8230;” &#8211; chamei em um tom pidonho, ondulando meus quadris em direção aos dele.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Ele baixou a cabeça e beijou minha testa, enquanto sua mão adentrava a calça do meu pijama e procurava por, </span></span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><em><span style="text-decoration:none;">uh</span></em></span></span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">, ofeguei ao sentir a mão dele massageando o meu membro de uma maneira lenta, o apertando ora sim, ora não.</span></span></span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Suguei ar com mais sofreguidão quando senti seus dedos alcançarem o meu saco escrotal, massageando-os com habilidade invejável. Novamente agarrei a lateral do corpo dele, com mais força agora; meu hálito quente batendo de encontro ao peito nu dele, voltando-se contra meu rosto, aquecendo-o. </span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="text-decoration:none;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-style:normal;">Mais&#8230;” &#8211; disse tão baixo que seria impossível ele ouvir, cerrando meus olhos em deleite. &#8211; “mais, mais” &#8211; pedi entre uma arfada e outra, sentindo a atmosfera tornar-se mais quente, mais agradável ainda que a brisa fria entrasse pela janela, bagunçando meu cabelo. &#8211; “Mais, Sasuke, </span></span></span></span><span style="font-family:Verdana,serif;"></span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><em><span style="text-decoration:none;">mais</span></em></span></span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">.” &#8211; pedi, friccionando meu corpo com o dele, ambicionando mais contato, mais velocidade, mais Sasuke. </span></span></span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Mais Sasuke.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Abri meus olhos de supetão quando o movimento cessou; minha respiração sôfrega, descompassada; olhei para ele com uma expressão emburrada e uma pergunta muda, irritada. </span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="text-decoration:none;">“</span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><em><span style="text-decoration:none;">Teme&#8230;</span></em></span></span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">” &#8211; tão logo o chamei em um tom que beirava a ameaça, ele se levantou, ficando sentado sobre as panturrilhas e logo após em pé sobre o colchão macio que afundou com o peso; mantive meu olhar, sério e irritado. Então, ele retirou a samba-canção que vestia e sentou-se sobre meus quadris. Não pude detectar quanto tempo se passou entre o arregalar dos meus olhos e o ofego que eu dei, antes de espichar o pescoço para trás. O peso dele sobre a minha ereção me mandava ondas de prazer, deixando em desordem o meu sistema nervoso. Quando, então, Sasuke começou a ondular os quadris sobre os meus próprios eu soltei uma mescla entre um gemido e uma arfada, segurando no braço dele para que ele parasse.</span></span></span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Ele estancou e eu respirei fundo, procurando acalmar meus batimentos. &#8211; “Eu quase&#8230;” &#8211; parei ao sentí-lo se erguer um pouco e arrancar minhas calças com facilidade inesperável. &#8211; “Você é rápido.” &#8211; comentei, soltando uma risadinha no final.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sim, <em>dobe</em>” &#8211; ele murmurou, chegando para frente; sua mão resvalando pelo meu peito, se acomodando à minha bochecha. &#8211; “Vamos começar.” &#8211; ele sussurrou, sugando o ar pela boca enquanto ia descendo, se acomodando em mim.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Arqueei a coluna quando senti minha glande penetrar naquele local morno, confortável; um gemido escapou dos meus lábios, deslizando de um jeito rojo por eles.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sasuke mordeu os lábios, jogando a cabeça para trás, seu peito subindo e descendo num compasse suave. As madeixas negras ondulando na nuca dele conforme ele espichava o pescoço.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Segurei nas coxas dele, resvalando minha mão até a virilha. Ele se voltou para mim, afundando-se mais, engolfando minha ereção, me fazendo arquejar enquanto a última coisa que eu conseguia fazer direito era pensar, fazendo minha mente entrar em frenesi. </span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Em um movimento quase calculado, ergui minha mão e segurei o membro dele, começando a massageá-lo de um jeito lento, de um jeito que o fizesse pedir por mais velocidade. &#8211; “Sim” &#8211; concordei em um meio suspiro; começaríamos agora.</span></span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;">
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="color:#00ccff;">E aí? -q estão frustados por eu parar na hora &#8220;H&#8221;? D: mals aê, mas eu ODEIO escrever lemons, então, e-e&#8217;</span></p>
<p style="background:transparent none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="color:#00ccff;">Whatever, como eu disse no post anterior (?), eu ia postar uma Narusasu, já que eu só acredito nesse ship nowadays, *-* então, aí está (o(</span></p>
<div id="_mcePaste" style="overflow:hidden;position:absolute;left:-10000px;top:0;width:1px;height:1px;"><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">A penumbra lá fora em nada contrastava com a daqui de dentro. A noite estava escura, sem lua para iluminar o que quer que fosse. Raros postes faziam um halo de luz ao redor de si mesmo, dando a impressão das ruas serem mais escuras do que de fato eram.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">De onde eu estava, eu conseguia ver apenas uma estrela pela janela do quarto. Era uma noite idiota. Sem lua, sem estrelas, sem nuvens, sem tudo.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Exceto a escuridão.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Puxei minhas pernas para cima, abraçando-as enquanto deitava minha cabeça em ambos os joelhos. Uma brisa fresquinha fazia minha franja se remexer levemente, fazendo alguns fios dourados pinicarem meus olhos incomodamente.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Irritado, esfreguei-os abruptamente, sentindo a coceira aumentar a níveis insuportáveis até que um sacolejar atrás de mim chamou minha atenção. Olhei para trás e o vi se levantar de um jeito grogue, apoiando o corpo com a mão direita espalmada no colchão.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Ele grunhiu. – “O que você ‘tá fazendo acordado?” – perguntou, reprimindo um bocejo enquanto olhava em volta, tentando se acostumar à escuridão.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Tive um sonho” &#8211; respondi, mesmo sabendo que aquela não era exatamente a resposta que ele queria.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sasuke se jogou de costas, suspirando pesadamente. Voltei meu olhar para a janela; algumas casas lá fora tinham as janelas abertas, as cortinas esvoaçantes enquanto outras eram totalmente lacradas, estas eram as que ficavam mais perto dos postes. Um latido de cachorro ao longe chamou minha atenção, me fazendo olhar mais atentamente para as ruas, mas não tinha ninguém.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">O que era?” &#8211; Sasuke perguntou de repente, me atraindo a atenção outra vez.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Olhei, por cima do corpo dele, para o relógio que se encontrava no criado mudo ao lado direito da cama, lado este que Sasuke ocupava ao dormir, e vi que não fazia nem vinte minutos desde a hora em que tínhamos ido dormir.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Era sobre você” &#8211; respondi, voltando a me deitar, de frente para ele. &#8211; “Sasuke,” &#8211; eu o chamei sussurrante enquanto uma brisa mais fria que o normal fez com que eu me arrepiasse enquanto ele se virava de lado também, ficando de frente para mim. &#8211; “eu não vou deixar você ir.” &#8211; falei, me aproximando dele, acomodando-me no peito de Sasuke; minha mão agarrando a lateral do seu corpo aquecido, na altura das costelas.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Não pretendo ir” &#8211; ele respondeu sem emoção; sua mão vagueando até minhas costas, subindo para a nuca em um meio abraço. Seus dedos se enrolando em meus fios de cabelo, me dando uma sensação de segurança que eu não me lembrava de ter tido sem que fosse com ele.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Eu sei” &#8211; eu murmurei baixinho, intercalando minha respiração com beijos no tórax dele. </span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sasuke apertou o enlaço a minha volta e eu pude me sentir mais aquecido, me agarrando ao calor dele como se fosse uma necessidade.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Resvalando minha mão lentamente pela cintura de Sasuke, eu puxei o seu braço direito, meus dedos deslizando lentamente pela tez pálida até chegar à sua mão, levando-a até meu tórax, em um pedido mudo. Ainda a guiando, eu desci mais o meu braço, levando a mão dele junto com a minha.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sasuke entendeu, puxando de leve o elástico da parte de baixo do meu pijama antes de dedos delgados começarem a vaguear até o osso do meu quadril e o esfregar de uma maneira sutil, carinhosa.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sasuke&#8230;” &#8211; chamei em um tom pidonho, ondulando meus quadris em direção aos dele.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Ele baixou a cabeça e beijou minha testa, enquanto sua mão adentrava a calça do meu pijama e procurava por, </span></span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><em><span style="text-decoration:none;">uh</span></em></span></span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">, ofeguei ao sentir a mão dele massageando o meu membro de uma maneira lenta, o apertando ora sim, ora não.</span></span></span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Suguei ar com mais sofreguidão quando senti seus dedos alcançarem o meu saco escrotal, massageando-os com habilidade invejável. Novamente agarrei a lateral do corpo dele, com mais força agora; meu hálito quente batendo de encontro ao peito nu dele, voltando-se contra meu rosto, aquecendo-o. </span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="text-decoration:none;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-style:normal;">Mais&#8230;” &#8211; disse tão baixo que seria impossível ele ouvir, cerrando meus olhos em deleite. &#8211; “mais, mais” &#8211; pedi entre uma arfada e outra, sentindo a atmosfera tornar-se mais quente, mais agradável ainda que a brisa fria entrasse pela janela, bagunçando meu cabelo. &#8211; “Mais, Sasuke, </span></span></span></span><span style="font-family:Verdana,serif;"></span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><em><span style="text-decoration:none;">mais</span></em></span></span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">.” &#8211; pedi, friccionando meu corpo com o dele, ambicionando mais contato, mais velocidade, mais Sasuke. </span></span></span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Mais Sasuke.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Abri meus olhos de supetão quando o movimento cessou; minha respiração sôfrega, descompassada; olhei para ele com uma expressão emburrada e uma pergunta muda, irritada. </span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;"><span style="text-decoration:none;">“</span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><em><span style="text-decoration:none;">Teme&#8230;</span></em></span></span><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">” &#8211; tão logo o chamei em um tom que beirava a ameaça, ele se levantou, ficando sentado sobre as panturrilhas e logo após em pé sobre o colchão macio que afundou com o peso; mantive meu olhar, sério e irritado. Então, ele retirou a samba-canção que vestia e sentou-se sobre meus quadris. Não pude detectar quanto tempo se passou entre o arregalar dos meus olhos e o ofego que eu dei, antes de espichar o pescoço para trás. O peso dele sobre a minha ereção me mandava ondas de prazer, deixando em desordem o meu sistema nervoso. Quando, então, Sasuke começou a ondular os quadris sobre os meus próprios eu soltei uma mescla entre um gemido e uma arfada, segurando no braço dele para que ele parasse.</span></span></span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Ele estancou e eu respirei fundo, procurando acalmar meus batimentos. &#8211; “Eu quase&#8230;” &#8211; parei ao sentí-lo se erguer um pouco e arrancar minhas calças com facilidade inesperável. &#8211; “Você é rápido.” &#8211; comentei, soltando uma risadinha no final.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;">“<span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sim, <em>dobe</em>” &#8211; ele murmurou, chegando para frente; sua mão resvalando pelo meu peito, se acomodando à minha bochecha. &#8211; “Vamos começar.” &#8211; ele sussurrou, sugando o ar pela boca enquanto ia descendo, se acomodando em mim.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Arqueei a coluna quando senti minha glande penetrar naquele local morno, confortável; um gemido escapou dos meus lábios, deslizando de um jeito rojo por eles.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Sasuke mordeu os lábios, jogando a cabeça para trás, seu peito subindo e descendo num compasse suave. As madeixas negras ondulando na nuca dele conforme ele espichava o pescoço.</span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Segurei nas coxas dele, resvalando minha mão até a virilha. Ele se voltou para mim, afundando-se mais, engolfando minha ereção, me fazendo arquejar enquanto a última coisa que eu conseguia fazer direito era pensar, fazendo minha mente entrar em frenesi. </span></span></p>
<p style="background:#999999 none repeat scroll 0 0;margin-bottom:0;font-style:normal;text-decoration:none;"><span style="font-family:Verdana,serif;"><span style="font-size:x-small;">Em um movimento quase calculado, ergui minha mão e segurei o membro dele, começando a massageá-lo de um jeito lento, de um jeito que o fizesse pedir por mais velocidade. &#8211; “Sim” &#8211; concordei em um meio suspiro; começaríamos agora.</span></span></p>
</div>
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		<title>Bulletproof &#8211; Sasunaru &gt;D</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2009 13:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gray</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfiction]]></category>
		<category><![CDATA[Sasunaru]]></category>

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		<description><![CDATA[Hm, é '-' eu já fui ficwritter... Asho que agora vai ser só um hobby nas horas necessitas .-. ou presente de aniversário LOL /q Enfim, é uma das fics que eu mais gostei do resultado até hoje ._.'' siriusly. :x<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=makincastles.wordpress.com&amp;blog=7886102&amp;post=13&amp;subd=makincastles&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Bulletproof</strong>.</p>
<p align="center">Segundo <span style="text-decoration:underline;">Luiz Depret</span>, <em>“</em><em>O amor é sempre belo, mas só é grande quando sofre, perdoa ou tem saudades”.</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<hr /><em> </em></p>
<p>Eu não queria aquilo. Não podia aceitar que você, Sasuke, depois de tudo, de <em>tudo</em> mesmo, estivesse me beijando. Isso me doía.</p>
<p>Me doía saber que, por mais que eu tivesse evoluído, por mais que eu tivesse treinado&#8230; Tudo, meu chakra, a kyuubi, o Modo Sennin, <em>tudo</em>&#8230; Nada adiantava. Foi como anos atrás. Lá no Vale do Fim. Eu havia dado tudo de mim e&#8230; Eu poderia ganhar, mas&#8230; Você quem sobreviveu. Estava feliz por você, contudo triste por mim.</p>
<p>“<em>Bondade é amar as pessoas mais do que elas merecem”. </em><em><span style="text-decoration:underline;">Joseph Joubert</span></em><em>.</em></p>
<p>A primeira vez que eu o vi, a única coisa, e somente ela, que eu queria era a sua amizade. O conhecimento, a atenção. Só. Porém eu não era digno de seus pensamentos, eu não os povoava.</p>
<p>Tudo isso foi me criando uma revolta. Não era necessário ouvir com todas as letras que eu era indiferente perante você, e isso é o que mais me deixava com sono durante as noites.</p>
<p>Apenas pensando em você, em como seria ser seu amigo, conviver contigo, lhe desejar um <em>bom dia</em> e sorrir para você.</p>
<p>“<em>Amar é admirar com o coração. Admirar é amar com o cérebro”. </em><em><span style="text-decoration:underline;">Theophile Gautier</span></em><em>.</em></p>
<p>Eu soube que o que eu sentia era muito mais que qualquer mera coisa mundana. Eu te admirava, Sasuke, eu era cego em relação a isso. Eu te observava e tentava ser como você, eu tinha uma obsessão, seu sobrenome? Uchiha.</p>
<p>Eu não sei muito sobre amor, realmente. Mas quando eu via a Sakura, eu tinha total razão de que por ela eu faria tudo, até modificaria o meu jeito de ser para conquistá-la. Eu me julgava apaixonado por ela, entretanto&#8230; Naqueles quase três anos que se passaram eu percebi uma coisa. Eu queria ficar forte, mas não era por Sakura e eu tinha quase certeza, por mais que tentasse ocultar, que nem era por causa da promessa feita a ela.</p>
<p>Eu era eternamente apaixonado por Haruno Sakura, mas&#8230; Eu realmente era?</p>
<p>“<em>A única diferença entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais”. </em><em><span style="text-decoration:underline;">Oscar Wilde</span></em><em>.</em></p>
<p>Eu queria poder te perguntar, Sasuke. Por quê? Por que você fez tudo isso e agora&#8230;? O que você quer? Eu não quero sofrer, não por você. Não quero pensar novamente que as coisas estão bem, para logo depois eu vê-lo partindo.</p>
<p>Isso já aconteceu, nostálgico, não? Brigamos. Você pela sua vingança, pelo poder&#8230; E eu unicamente por você. Injusto, um pouco, eu acho. Você queria vencer para tornar-se poderoso e eu, que quero ser Hokage, a única coisa que eu não pensava na hora, era nesse meu sonho.</p>
<p>Estamos acabados, como há anos atrás, no Vale do Fim.</p>
<p>Esse Vale&#8230; Era pura coincidência ou&#8230;? Por que Fim? Para denotar a nossa “amizade”? Nos fazer lembrar o que ela <em>realmente</em> significava?</p>
<p>“<em>Somente quem passa pelo gelo da dor chega à inocência do amor”. </em><em><span style="text-decoration:underline;">Chiara Lubich</span></em><em>.</em></p>
<p>Eu treinei muito com Kakashi e Yamato para controlar meu chakra. Treinei com eles porque eu queria salvá-lo. Sem a ajuda da Kyuubi, eu queria salvá-lo e ver em seus olhos a derrota. Ver que eu finalmente havia salvado-o de Orochimaru, ver a Sakura correr para perto de você e sorrir em agradecimentos a mim&#8230; Queria sentir isso, sentir o quão bom era tê-lo de volta.</p>
<p>O que era notavelmente impossível estando com a Kyuubi despertada.</p>
<p>Então&#8230; Porque depois desses anos todos, frente a você eu não conseguia controlá-la?</p>
<p>Meu chakra tornara-se mais poderoso, mais denso&#8230; <em>Vermelho. </em>No meio da batalha, eu consegui sentir minhas unhas transformando-se em garras. Eu pude sentir tudo, minha modificação, a vontade de te ganhar, o poder&#8230; Sentia o demônio crescendo dentro de mim, sentia duas caldas formando-se. Eu sabia.</p>
<p><em>Eu não era Naruto naquele momento.</em></p>
<p>Mas as coisas ficaram insuportáveis para mim, e eu vi que aquela batalha não acabaria, eu só perderia novamente, como sempre e sempre&#8230; Quando você em um talvez sinal de rendição caminhou até a mim e me fez levantar da água, onde eu, se ficasse por mais tempo, acabaria afundando por falta de concentração de Chakra&#8230; Eu só consegui prestar atenção em apenas uma coisa.</p>
<p>Sasuke.</p>
<p>Sua língua <em>ordenava</em> passagem pelos meus lábios. Ela massageava o meu palato e circundava minha boca. Eu não esperava que fosse assim, mas quando eu finalmente senti aquele calor reconfortante me aquecendo, eu soube que a única coisa que eu queria de você era isso, seu amor.</p>
<p>Mas&#8230; Eu não conseguia aceitar este fato.</p>
<p>“<em>Quando o coração se fecha faz muito mais barulho que uma porta”. </em><em><span style="text-decoration:underline;">António Lobo Antunes</span></em><em>.</em></p>
<p>Abri meus olhos e vi os seus cerrados. Eu sentia uma vontade de chorar, conseguia sentir lágrimas aflorarem meus olhos. Mas eu não queria. Isto seria mostrar-lhe que eu perdia para você novamente.</p>
<p>As suas mãos envolveram meu pescoço e eu só conseguia pensar em como a sensação cálida de encontro a mim era boa. Em como elas eram macias e quentes.</p>
<p>Eu o odiava tanto, eu não queria aquilo, eu não queria, eu não queria, eu o odiava&#8230;</p>
<p>Eu não conseguia continuar o meu credo. Aquilo era falso, e prosseguir com esse mantra só me levaria à ruína. Mentir para mim mesmo, ainda mais diante das circunstâncias, me fazia mal. Me fazia pior do que já estivera.</p>
<p>Eu o amava tanto e por tanto tempo. Sasuke, você me fez sofrer e mesmo assim, eu ainda o amava. Sem querer, sem gostar, contra a vontade&#8230; Eu amava Uchiha Sasuke. Meu melhor amigo, meu maior rival.</p>
<p>“<em>O coração tem razões que a própria razão desconhece”. </em><em><span style="text-decoration:underline;">Pascal</span></em><em>.</em></p>
<p>Cravei com força as minhas <em>garras</em> na pele nua do seu braço. Você soltou um baixo gemido de dor, mas não se importou. Continuou lá, me beijando, como se aquilo pudesse perdoar todos os anos que me fez sofrer, como se aquilo perdoasse a fuga, a guerra, a vingança&#8230; Como se o meu ódio escorresse para fora de si igualmente como o seu sangue fazia.</p>
<p>Não podia.</p>
<p>Não queria mostrar o quão suscetível eu era em relação a você, Sasuke. Não queria que os velhos tempos voltassem, não. Eu não queria que <em>você</em> pensasse que eu era o mesmo de anos atrás: aquele Naruto que amava e odiava o Uchiha e&#8230; Aquele que nunca seria melhor que você.</p>
<p>Uma vez você disse que era melhor que eu&#8230; E eu fiquei irado. Você sempre me defendia, sempre estava lá para bancar a de herói e sempre recebendo seu ‘parabéns’. Você fazia isso sem querer ser o melhor. Mas eu fazia exatamente o oposto. Quero dizer, eu sempre quis ser reconhecido e só.</p>
<p>No fundo, eu te queria de volta. Queria que você visse realmente o quanto eu mudei, como as pessoas me tratavam e como eu as tratava. Queria que você pudesse assistir aos meus treinos, às minhas técnicas, aos meus avanços, até as minhas falhas&#8230; Eu apenas tinha vontade de lhe ter ao meu lado, como amigo e como rival, igual àqueles tempos. Eu não queria ser submisso, não queria ser o mais fraco. Não queria depender da Kyuubi.</p>
<p>Só queria Uchiha Sasuke novamente.</p>
<p>“<em>O amor é a única força capaz de tra</em><em>nsformar um inimigo num amigo”. </em><em><span style="text-decoration:underline;">Martin Luther King Jr</span></em><em>.</em></p>
<p>Me lembro quando disse que eu o considerava como um irmão. Era realmente aquilo o que eu queria dizer? Eu tenho dúvidas sobre meu passado. Sempre foi assim.</p>
<p>Me odiavam e, até eu saber que era por eu ser um Jinchuuriki, eu sofri pensando que era rejeitado apenas por&#8230; Ser quem eu era. Sem contar, é claro, com a intervenção da <em>Kitsune</em>.</p>
<p>Depois veio a minha obsessão por você, Sasuke, que eu pensava ser apenas uma fixação que, anos depois, tornou-se uma amizade. Entre rivais, mas ainda assim uma grande amizade.</p>
<p>Você virou meu melhor amigo, eu o considerava como parte da minha família, a família que eu próprio criara. Assim como Iruka. Assim, também, como considerei Gaara um semelhante.</p>
<p>Você foi mais que um irmão para mim, eu me apaixonei por você.</p>
<p>“<em>Os amigos são paren</em><em>tes que a gente mesmo arranja”. </em><em><span style="text-decoration:underline;">Eustache Deschamps</span></em><em>. </em></p>
<p>Meu coração acelerou, e eu sabia, de alguma forma, que você conseguia ouvi-lo. Mordi seu lábio inferior até sangrar. Foi forte, foi para machucar, eu queria infligir tudo o que eu senti nesses anos em você. Queria vê-lo sofrer o quanto eu sofri.</p>
<p>Senti o gosto férreo na minha própria boca, provavelmente o seu sangue Uchiha, escorrer pelo meu queixo e cair sobre o selo em meu umbigo. Por que aquilo tinha que acontecer? Por que você tinha que preferir a vingança aos amigos? A Konoha?</p>
<p>Eu não queria mais amá-lo, não queria mais esperá-lo, eu não queria mais me decepcionar. Não me permitia pensar em você, não depois da lancinante dor que foi para tentar esquecê-lo. <em>Por favor, Sasuke&#8230; Pare. Você fez isso comigo, por que eu não consigo fazer o mesmo?</em></p>
<p>“<em>Um covarde é incapaz de exibir amor; amor é a prerrogativa do bravo”. </em><em><span style="text-decoration:underline;">Mahatma Gandhi</span></em><em>.</em></p>
<p>Por que você não faz nada? Por que você não tenta ao menos me afastar, repelir? Eu não sinto mais forças&#8230; Não para continuar <em>nesta</em> luta.</p>
<p><em>Você me entende, Sasuke?</em></p>
<p>Eu até poderia pensar que você conseguia fazer isso, quero dizer, me entender&#8230; Você foi descendo ambos os braços lentamente pelos meus próprios e os pousou em minha cintura. Fazendo movimentos calmos de encontro a minha pele nua, massageando aquele local já dolorido pela batalha. Fazendo com que eu ficasse mais confuso do que já estava, desejando mais e mais do seu toque, querendo saber a resposta de uma pergunta que eu nem ao menos fizera. <em>Por que, Sasuke?</em></p>
<p>Você apertou mais o enlaço em minha cintura, me puxando para mais perto enquanto que sua outra mão subia novamente para a minha nuca, inclinando-a para o lado. Solucei, não conseguia conter a verdade. Era tão bem-vinda aquela sensação&#8230; Estar abraçado a você, sentir seu corpo de encontro ao meu e&#8230; E sentir seus lábios sobre os meus próprios, massageando-os, sua língua acarinhando a minha, os movimentos circulares em minha nuca&#8230; Tudo, Sasuke, era tão&#8230; Aceitável, tão doce vindo de você, e eu queria tanto&#8230;</p>
<p>Eu queria tanto isso. Queria seu corpo sempre ao redor do meu, me cedendo o seu calor.</p>
<p>“<em>A amizade é um amor que nunca morre”. </em><em><span style="text-decoration:underline;">Mário Quintana</span></em><em>.</em></p>
<p>Finalmente, eu acho, respondi ao beijo, de uma maneira hesitante, tímida&#8230; Aquilo parecia ser tão&#8230; Algo tão sacral. Senti minha vista embaçar e só então, percebi o quão forte eram todas as emoções que eu sentia em relação a você. Ao passo que eu percebia isso, uma lágrima quente molhou meu rosto. Junto dela vieram outras e&#8230; Eu me perguntava:</p>
<p><em>Era possível guardar tantos sentimentos?</em></p>
<p>Só quando eu realmente senti aquele toque gentil sendo correspondido por mim, a intensidade de tudo o que eu sentia se fez real. Era como&#8230; Poder voar. Em toda afobação de saber como é, conhecer o céu&#8230; Você acaba voando alto demais, tão alto e tão longe que você acaba se perdendo. Eu sabia que a essa altura eu já estava voando muito alto e que meu percurso já havia sido esquecido por mim.</p>
<p>“Naruto&#8230;” – você me chamou, rompendo o beijo e afundando amenamente a minha cabeça no seu peito nu.</p>
<p>Sua voz. Profunda, grave&#8230; Sua respiração. Ritmada, fazendo seu peito subir e descer calmamente&#8230; <em>Sasuke&#8230;</em></p>
<p>Eu queria dizer ‘sim?’ ou apenas chamá-lo de volta, mas&#8230; Algo em minha garganta não me deixava, ou apenas um constrangimento. Ainda era doloroso olhar em seus olhos. Olhá-lo me fazia lembrar de tudo o que aconteceu, nossas batalhas, discussões, a traição&#8230; E, acima de tudo, fazia com que eu me lembrasse o que eu realmente sentia por ele. Aquele sentimento que eu nutria e não sabia o que era e nem conseguiria admitir, caso soubesse.</p>
<p>“Naruto&#8230;” – ouvi você me chamar novamente, hesitante. Sua voz, rouca, parecia não ser usada há tempos. “Me perdoe.” – disse-me e eu senti algo tão&#8230; Sufocante dentro de mim. Algo que subia desde o meu ventre até a minha garganta me fazendo engasgar.</p>
<p>Eu sabia que não era uma pergunta, não obstante. Mas eu sabia que era um pedido do seu âmago. Uma necessidade.</p>
<p><em>&#8220;O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição&#8221;. </em><em><span style="text-decoration:underline;">Aristóteles</span></em><em>.</em></p>
<p>Eu me agarrei mais a você, queria vencer toda e qualquer distância que houvesse entre nós. Queria fazê-lo entender o que eu queria passar, eu desejava apenas que ficássemos juntos, assim, para sempre, por um longo tempo.</p>
<p>Você me abraçou de volta, forte e bruscamente, o que me fez agradecê-lo em silêncio e eu quase conseguia sentir meus pulmões ficando apertados demais para poder permitir passagem de ar entre eles. Mas eu não falava nada, apenas por querer aquele momento mais que qualquer pessoa, mais que ele.</p>
<p>Eu fui perpassando minhas mãos pelos seus braços até shegar aos ombros. Levei minha mão direita às suas madeixas e fiquei lá, afagando-as, sentindo a textura suave delas.</p>
<p>A sua mão veio até a minha bochecha e, com movimentos circulares, você tocou em minhas “marquinhas”&#8230; <em>Sasuke&#8230; Quando você se tornou tão&#8230;?</em></p>
<p>Fechei meus olhos. <em>Sasuke, Sasuke, Sasuke&#8230;</em> Era só isso que eu conseguia pensar e eu não me dei conta quando comecei a dizer ao invés de só meditar.</p>
<p>Você se afastou um pouco para que pudesse me ver. Fechei meus olhos quase de supetão quando percebi seu intuito, eu sentia vergonha, Sasuke, era difícil sustentar o meu olhar perante o seu. Frente ao seu aprazível ônix, meu miosótis era estiolado&#8230; <em>Você entende?</em> Eu me sentia incerto de olhá-lo agora&#8230; Eu estava&#8230;</p>
<p><em>Sasuke, eu te amo tanto.</em></p>
<p>Eu sabia que você estava me fitando, esperando que eu abrisse meus olhos, mas&#8230; Quando há uma briga tola em meio a uma amizade, a reconciliação é tão constrangedora que você se sente constrangido de voltar a olhar para seu amigo. E era assim que eu me sentia. Não eram dias e nem eram meses. Eram anos sem nos falar, anos sem trocar uma única palavra de compreensão ou provocação&#8230; Olhá-lo agora era&#8230; Estranho demais.</p>
<p>“Naruto&#8230;” – você me chamou pela terceira vez, tocando novamente a minha bochecha, em cima das minhas cicatrizes e levantando meu rosto, me fazendo fitá-lo. – “diga.” – pediu-me e em sua voz, havia um misto de desejo e calmaria, algo que eu havia procurando nele há tempos.</p>
<p>Eu mordi meu lábio inferior, tentando me conter e o abracei de novo, bem forte, meu corpo dependia daquilo. Eu fiquei na ponta do pé para alcançar a altura do seu ouvido.</p>
<p>“Eu te amo.” – e eu disse.</p>
<p align="center"><em>&#8220;Duas pessoas que se amam estão em um lugar mais sagrado que o interior de uma igreja&#8221;. </em><em><span style="text-decoration:underline;">William Phelps</span></em><em>.</em></p>
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		<title>Thanks, Naruto. &lt;3</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 00:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gray</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Admiração]]></category>
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		<description><![CDATA[É um amor maior que eu. É um amor sem barreiras, é como se fosse imortal e incondicional. É um amor do tipo que me faz pensar que mesmo te xingando, mesmo te maltratando, eu sei que você não se machuca, porque eu sei que você sabe que é o mais puro amor que eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=makincastles.wordpress.com&amp;blog=7886102&amp;post=3&amp;subd=makincastles&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#999999;">É um amor maior que eu. É um amor sem barreiras, é como se fosse imortal e incondicional. É um amor do tipo que me faz pensar que mesmo te xingando, mesmo te maltratando, eu sei que você não se machuca, porque eu sei que você sabe que é o mais puro amor que eu tenho em relação a você.<br />
Não dá para definir&#8230; É como tentar tocar as nuvens; você até pode imaginar como é sentir a textura delas; macias, úmidas, aveludadas, frias&#8230; Mas só isso não é o bastante.<br />
É mais ou menos assim o meu amor por você.<br />
Eu me lembro de quando o conheci. Era um mundo novo ao qual eu era iniciante, eu não te conhecia o bastante, eu não sabia como você era, como você agia&#8230; Mas então eu me dediquei unicamente a ti, e com isto fui aprendendo a lê-lo, a adivinhá-lo, a prevê-lo&#8230;<br />
E então eu vi que você era muito mais do que você passava ser. Você era <em>muito mais</em> que aquilo. Muito mais! Você era especial, em seu &#8216;eu&#8217; tinha uma teimosia que era encantadora, me fazia entender mais sobre amizade, tinha uma determinação que era forte como o cristal, uma lealdade que era fiel, um amor que era puro, seu <em>&#8216;eu&#8217;</em> era puro.<br />
Você me fez aprender muito em tão pouco tempo. Me fez aprender que a solidão nem sempre é bem vinda, me fez aprender que não importa quanto tempo se passe, se você lutar firme, você <em>consegue</em>.<br />
É. Você me ensinou muitas coisas.<br />
E então eu vi que as coisas nem sempre são tão claras quanto deveria ser, mas estão lá. Esperando apenas serem observadas, codificadas, exploradas e então <em>ajudadas</em>.<br />
A vida se baseia nisso, certo?<br />
E quando você estava quase morrendo? E quando você viu que não havia volta? E quando você viu que o fim estava ali, te apalpando, rindo na sua cara, te fazendo uma piada, acenando com seus dedos longos e magros? Por que você não desistiu?<br />
Simples: era uma promessa. Era uma dívida, era o que você mais desejara em toda sua vida. Era o laço que você tanto ambicionara.<br />
Era simples como observar as nuvens: ele era seu amigo. Você o amava, ele o amava. Fim.<br />
Simples, não?<br />
É assim que eu vejo as coisas, é assim que eu decodifiquei, explorei. Essa é a minha realidade, é a realidade que você me ajudou a construir.<br />
É. Eu o amo, eu o amo porque você me ensinou a amar, você me ensinou o que é ter amigos, me ensinou o que é solidão. Me ensinou coisas simples, porém importantes.<br />
Valeu aí, <span style="color:#ff99cc;">tio Kishi</span>, sua obra me ensinou boas, <em>boa<span style="color:#999999;">s </span></em><span style="color:#999999;">co</span></span><span style="color:#999999;">isas.</span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/makincastles.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/makincastles.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/makincastles.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/makincastles.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/makincastles.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/makincastles.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/makincastles.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/makincastles.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/makincastles.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/makincastles.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/makincastles.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/makincastles.wordpress.com/3/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/makincastles.wordpress.com/3/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/makincastles.wordpress.com/3/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=makincastles.wordpress.com&amp;blog=7886102&amp;post=3&amp;subd=makincastles&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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